PEITA lança terceiro vídeo da série "MULHERES INVISÍVEIS AOS OLHOS COLONIAIS"

PEITA lança terceiro vídeo da série "MULHERES INVISÍVEIS AOS OLHOS COLONIAIS"

PEITA lança terceiro vídeo da série "MULHERES INVISÍVEIS AOS OLHOS COLONIAIS"
"Mas eu fiquei muito triste quando aquela mulher insultou a minha mãe”.


Terceiro vídeo da série “História de mulheres invisíveis aos olhos coloniais” da PEITA em parceria com Projeto Origem, rede de apoio e fortalecimento do re-existir dos povos indígenas do Sul do Brasil, está no ar. Dessa vez quem conta sua história é a professora de kaingang e artesã Rosane Salete Rodrigues, da Aldeia Kakané Porã, localizada na periferia de Curitiba, onde residem atualmente 42 famílias.

Rosane dividiu um pouco da sua infância, família, lutas e compartilhou atitudes racistas pelas quais já passou. A série nasceu para dar visibilidade e voz às mulheres indígenas e fomentar o diálogo sobre a desumanização que a colonialidade gera no Brasil e mundo.

Segundo a Funai, a população indígena do Brasil era de aproximadamente 3 milhões de habitantes em 1500. Após a invasão europeia e o genocídio, em 1957, restavam apenas 2%. O apagamento cultural estava previsto em lei. O “Estatuto do Índio” exigia que populações indígenas fossem “integradas à sociedade”. Só em 1988, a Constituição Federal lhes garantiu o que foi considerado direitos originários, ou seja, anteriores à criação do próprio Estado e que levam em conta o histórico de dominação da época da colonização.

De acordo com o Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, 817.963 indígenas se declaram indígenas no país, sendo que 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras. O Censo mostra que todos os estados brasileiros, inclusive do Distrito Federal, têm populações indígenas. São 305 etnias diferentes e 274 línguas indígenas registradas. Isso faz do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta.

São 520 anos de resistência e luta pela preservação da nossa ancestralidade, da nossa história e do nosso planeta. Rosane foi quem traduziu a frase “Lute como uma garota.”para o idioma Kaingang.

 

( • ) TYÃG FI VÃSÃN RIKE HAN


( • ) FICHA TÉCNICA


Direção: Karina Gallon
Produção: Luana Angreves
Co-produção: Nathalia Sibuya
Cinegrafista: Patricia Carvalho
Edição: Sofia Suplicy
Áudio:Toro Áudio
Trilha: Grupo Kanhgág Ojik Nen Ga - Apucaraninha/PR.
Apoio: Projeto Origem.

Foto: Patrícia Carvalho

 

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