Conheça o Coletivo Passarinho, nosso parceiro em Buenos Aires

O Coletivo Passarinho é uma organização horizontal composta por brasileires residentes em Buenos Aires provenientes de diferentes correntes progressistas que, juntas, propõem uma luta - política, poética e afetiva.

O nome do Coletivo surge de uma associação entre o “Poeminho do Contra”, do Mário Quintana, com a máxima antifascista “não passarão”. É um nome que reflete o contexto em que o coletivo foi formado, em 2016, quando uma nova ascensão do fascismo, favorecida por um golpe institucional no Brasil, foi por outro lado capaz de conformar um “nós” contundente e diverso, disposto a lutar para reverter essa guinada à direita. Essa é a premissa que continuou guiando o coletivo, que ganhou uma nova potência depois do assassinato de Marielle Franco, em 2018, quando reforçamos as bandeiras feminista, de luta contra o racismo, e a homofobia, e da política com afeto.

 

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Mas o nome também fala de nossa condição de migrantes, do nosso desejo de liberdade e do trabalho que nos propusemos a fazer: levar sementes de revolução de um lado a outro, de um país a outro. Desde o primeiro momento entendemos que nossa união seria não só política, como também afetiva. Conforme o coletivo se organizava, nos tornávamos também uma rede de amizade e apoio que tornou a residência no exterior mais fácil e prazerosa. Isso provavelmente ajudou e ajuda a sustentar a diversidade política dentro do coletivo e entendê-la como uma qualidade.

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Acreditamos que somos uma experiência micro de algo fundamental neste momento crítico para a América Latina: a união das correntes progressistas e das esquerdas para frear o avanço do ultraconservadorismo e do neoliberalismo e para lutar por justiça social e democracia.

O Coletivo Passarinho tem uma proposta que vem a endossar diversos movimentos que estão surgindo nas últimas lutas da esquerda latino-americana e mundial. Uma tentativa de fazer algo diferente das tradicionais organizações sem deixar de reivindicar sua importância. Temos como tarefa não nos distanciar da nossa horizontalidade, de abrir caminhos e respeitar as divergências e o debate, tendo sempre como pensamento básico que nossa atuação quer uma transformação real e profunda da sociedade e seu modelo atual.

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Nosso coletivo quer não somente apontar uma saída popular, inclusiva, participativa (o que, invariavelmente, nos leva ao campo da esquerda) como também defender nossa condição de combate permanente ao capitalismo. O que muitas vezes parece velho e desgastado precisa recobrar força para denunciar que esse sistema não é nossa escolha, ou preferência, e também é o responsável pelas desigualdades, violências, fome, injustiça, crimes de ódio, que existem nesse mundo independentemente dos países.

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Por isso, acreditamos que o coletivo pode ser a base também para a articulação, junto a outros movimentos similares, para a criação de um projeto político novo para o Brasil e para a América Latina. Um projeto político que entenda e assuma os desafios de construir uma nova cultura política, entendendo que essa etapa é fundamental para a transformação que queremos: a união dos povos latino-americanos, retomar e radicalizar a democracia e debater e reivindicar constantemente o debate sobre raça, gênero e classes.

Sendo formado por migrantes, o coletivo tem a seu favor a sua diversidade de ideias, de lugares e de trajetórias. Nos propomos a servir como uma ponte para articular diálogos de resistência entre o Brasil e a Argentina.

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Texto Coletivo Passarinho

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