Peita lança edição limitada de vestidos de cerâmica inspirada nas sufragistas

Dia 8 de março de 2017 silkamos as primeiras peitas. Não é qualquer marca que faz aniversário em um dia de resistência feminista e que nasceu para ela. Faz um ano que a Peita (que nem era Peita ainda) foi para as ruas pela primeira vez, para marchar contra machismo, a desigualdade, a intolerância. Não somos as primeiras a lutar. Há séculos mulheres exigem seus direitos e, valorizando sua/nossa luta, lançamos hoje uma série de esculturas de vestidos inspirados nas sufragistas e operárias do começo do século XX. São 50 modelos feitos a mão pela designer Marilzete Basso do Nascimento. Também tem ‘peitinhas’ da ‘Lute Como Uma Garota’



Marilzete nos procurou em dezembro do ano passado com a proposta das camisetinhas. Quando firmamos a parceria não tínhamos ideia de que ela ficou três anos testando massas de argila até encontrar uma que oferecesse a liga plástica e maleável para o desenvolvimento do seu projeto de ‘confecção’. A paixão pela cerâmica começou com uma oficina realizada em 2008 na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (onde lecionou durante 32 anos). Em 2010, Marilzete viajou para Cunha, pequeno município de São Paulo e polo da cerâmica do Brasil, para aprender mais com o renomado artista plástico, Luciano Almeida. De lá para cá, aprimorou sua técnica e agora, além de outros projetos, modela peças feministas em parceria com a Peita.

 


As esculturas são concebidas igual uma roupa. A designer tira as medidas, cria o molde, estica a massa, recorta como se fosse tecido, ‘costura’ as roupas e modela, uma a uma, como se tivesse um corpinho ali dentro. “Eu nunca fui de costurar. Fiz um vestido ou outro para minhas filhas quando elas eram pequenas. Meu trabalho é um resgate do que minhas avós faziam”, conta a aposentada. O processo leva mais de 50 horas. É um puta trabalho!

Olha só o passo a passo:

1. desenvolvimento do molde no autocad;
2. impressão do molde em escala reduzida;
3. abrir a massa, deixando ela bem fina;
4. corte;
5. costura e modelagem;
6. espera a massa secar;
7. 8 horas de queima + 12 horas esperando o forno esfriar;
8. esmaltagem de cada uma das peças;
9. mais uma queima, agora são 10 horas no forno e mais 15 horas aguardando para abrir.


A primeira coleção é limitada. São 50 quadros, numerados e exclusivos. “Cada vestido é diferente um do outro. Alguns tem mais peito, outros menos. Tem os mais cheinhos e os magrinhos”, explica Marilzete. As peças vem dentro de uma caixa, 20cmx20cm, de madeira de imbuia e a moldura tem 5cm de largura. Também estamos lançando as peitinhas, essas não são limitadas, você pode adquiri-las sempre que quiser.


 



Um agradecimento especial a Bia Varanis, do perfil As Mina da História, que acreditou no projeto e está nos ajudando na divulgação.

Ficou afim? www.peita.me

5 comentários

RAQUEL Thomaz Dias

Orgulho de ter você como amiga……..
Parabéns !

RAQUEL Thomaz Dias

Orgulho de ter você como amiga……..
Parabéns !

Clarice

Como povo que sou, me sinto agraciada por seu trabalho. Parabéns, querida!

Luciano Almeida

Muito orgulho. Parabens moça!

pris tramujas

Trabalho no capricho!! Peitou mesmo!!

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